segunda-feira, novembro 07, 2011


Você sabia que...

MATERAIL E SEU TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO

Papel -------------------------> de 3 a 6 meses
Palito de fósforo -------------> 6 meses
Lata de aço -------------------> 4 anos
Filtros de cigarro ------------> 5 anos
Chiclete ----------------------> 5 anos
Maeira Pintada ----------------> 13 anos
Nylon -------------------------> mais de 30 anos
Garrafa plástica --------------> mais de 100 anos
Tecido ------------------------> de 100 a 400 anos
Pilha -------------------------> de 100 a 400 anos
Lata de alumínio --------------> de 200 a 500 anos
Vidro -------------------------> indeterminado
Borracha ----------------------> indeterminado

Arte de Reciclar


Arte de Reciclar

VASSOURA DE PET



O que você precisa:


20 garrafas de refrigerante de plástico PET de 2 litros
cabo de vassoura
tesoura
estilete
furador
arame
martelo
pregos

Etapas:

1. Retire o rótulo da garrafa.
2. Retire o fundo da garrafa, cortando com o estilete.
3. Faça cortes na garrafa até a parte mais arredondada
A garrafa vai ficar com tirinhas de cerca de 0,5 cm.
4. Retire o gargalo com a tesoura.
5. Faça 18 peças sem gargalo e deixe uma com o gargalo.
6. Encaixe as peças sem gargalo, uma a uma, por cima da peça com gargalo. Está pronta a base da vassoura
7. Corte a parte superior de outra garrafa e encaixe por cima da base da vassoura que você acabou de preparar
8. Faça dois furos e encaixe o arame, atravessando todas as camadas de garrafas
9. Puxe o arame até o outro lado e torça as pontas para arrematar
10. Fixe as peças com o auxílio de dois pregos
11. Está pronta sua vassoura. E pode acreditar, ela varre de verdade! 
fonte: www.recicloteca.org.br

quarta-feira, outubro 26, 2011

Itapecerica da Serra inaugura galpão de coleta seletiva




A prefeitura de Itapecerica da Serra inaugurou na última quinta-feira, dia 20 o Galpão Potuverá, o primeiro local de triagem de resíduos sólidos na cidade. O empreendimento faz parte do projeto de ampliação da coleta seletiva no município que contou com os recursos do Orçamento Geral da União para o Programa Resíduos Sólidos Urbanos, oriundos do Ministério das Cidades e que tem a Caixa como agente financeiro de fomento.

Com a inauguração do primeiro galpão, haverá expansão do programa de coleta seletiva, que existe desde 2007 em parceria com a CRIS – Cooperativa de Recicladores de Itapecerica da Serra, que no início recebia os resíduos apenas das escolas municipais, estaduais e particulares. O sistema fará a partir de agora o recolhimento do material na casa dos munícipes. 

O valor de investimento da operação é de 724 mil e ainda prevê a construção de um segundo Galpão para atender a demanda que será crescente a partir da coleta porta em porta programada. Na entrega da primeira fase, o gerente regional Fernando Augusto Marques Cera informou que apenas 7% dos municípios brasileiros possuem programas de coleta seletiva e que Itapecerica da Serra estava na vanguarda deste movimento de sustentabilidade.

Itapecerica da Serra já é reconhecida pelo prêmio Melhores Práticas da Caixa e agora tem mais um projeto elegível para ser referência a outros municípios, uma vez que as cidades precisam crescer de forma organizada. Esta obra vem a ser a primeira na região com o repasse dos recursos da OGU através do Ministério das Cidades, onde a Caixa desempenha papel importante na execução de políticas públicas. Temos a missão de fazer o melhor para os municípios da região, juntamente com nossa eficaz Gerência de Desenvolvimento Urbano”, lembrou Fernando.

A Cooperativa de Recicladores de Itapecerica da Serra conta com 25 famílias de cooperados entre homens e mulheres, todos moradores do município e o objetivo é atender 100% da população, cerca de 140 mil habitantes. A cidade de Itapecerica da Serra/SP gera por dia cerca de 140 toneladas de lixo e atualmente apenas cerca de 3% deste material é encaminhado para a CRIS.

No encerramento, o prefeito de Itapecerica da Serra Jorge Costa informou que há muito tempo o município tentava implantar um projeto de coleta seletiva. “Somente com o apoio do Governo Federal, através da Caixa , é que foi possível essa transformação na área sócio-ambiental aqui da cidade. A Caixa é o grande parceiro dos municípios da região para o crescimento sustentável e desenvolvimento social”, enalteceu Jorge Costa.

Estiveram presentes também à inauguração o presidente da CRIS, Luciano Belquior, a Gerente Maria Cristina Chiquetti Carnier e o coordenador Marcos Monte da Gerência de desenvolvimento urbano e Rural de São Paulo, responsáveis pela avaliação do projeto, além de autoridades do executivo e legislativo da cidade de Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra e Embu.




Programa Resíduos Sólidos Urbanos
O objetivo é incentivar em municípios com mais de 250.000 habitantes ou integrantes da região metropolitana e da RIDE a redução, a reutilização e a reciclagem de resíduos sólidos urbanos, a ampliação da cobertura e o aumento da eficiência e da eficácia dos serviços de limpeza pública, de coleta, de tratamento e de disposição final e a inserção social de catadores por meio da eliminação dos lixões e do trabalho infantil no lixo.
 
http://www.otaboanense.com.br/noticia/5880/itapecerica-da-serra-inaugura-galp%C3%A3o-de-coleta-seletiva/
  

terça-feira, outubro 25, 2011

TCE suspende licitação da Usina Verde


Ter, 25 de Outubro de 2011 07:37
- Por: Aline Melo

A licitação lançada pela Prefeitura de São Bernardo para escolher a empresa que vai construir o Sistema de Processamento e Reaproveitamento de Resíduos e Unidade de Recuperação de Energia (SPAR-URE), no bairro Alvarenga, foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo no último dia 15 de outubro.
A decisão foi do conselheiro Robson Marinho, acatando pedido do advogado Eduardo José de Faria Lopes, que alega existir irregularidades no instrumento convocatório.
Essa não é a única medida judicial contra a Usina Verde, como vem sendo chamado o empreendimento. Em 21 de julho, trabalhadoras de São Bernardo ligadas ao Movimento Nacional dos Catadores (MNCR) Maria Mônica da Silva e Francisca Maria Lima entraram com ação popular solicitando a anulação do edital, sob alegação de que o incinerador vai destruir materiais recicláveis, prejudicando o meio ambiente e o trabalho de todos os catadores da região.
Apesar de estar concluída para despacho desde o dia 8 de setembro, a juíza da 2ª Vara de Fazenda Pública de São Bernardo, Ida Inês Del Cid, afirmou que ainda não foi possível decidir sobre a ação. “Não acho prazo muito longo. Temos muitos processos nesta vara”, declarou. A normalidade do processo é contestada pelo advogado e ambientalista Virgílio Alcides de Farias. “Solicitamos urgência na ação, com pedido de tutela antecipada, e até agora a juíza não fez nada. Já faz quase três meses”, afirmou.
De acordo com o ambientalista, a área onde será construída a Usina é considerada de preservação permanente (APP), e tanto a Lei da Billings quanto a Política Nacional de Resíduos Sólidos do governo federal vetam que nestes locais sejam implementados empreendimentos industriais que emitam poluentes orgânicos persistentes (POP). “São poluentes terríveis, que não se biodegradam e podem causar câncer”, pontuou.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de São Bernardo informou que administração já foi notificada sobre a suspensão da licitação e está tomando as providências necessárias.
Represa billings - O advogado e ambientalista Virgílio Alcides de Farias é autor de outra ação popular, que pede a interrupção no bombeamento de água do rio Pinheiros para a represa Billings, prática que é realizada quando há chuvas intensas na Capital paulista.
“O juiz (da 8ª Vara de Fazenda Pública do Estado) já proibiu o procedimento e também pediu que a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) fosse incluída como ré no processo, ao lado da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo) e Prefeitura de São Paulo”, informou. De acordo com Farias, a Justiça rejeitou as argumentações na Cetesb, e o processo está na fase em que o autor e advogado elabora sua contra-resposta.
Em
                julho, manifestação organizada por catadores pediu
                anulação do projeto


domingo, outubro 16, 2011

Fechar saquinhos


RECICLAGEM
- FECHAR SAQUINHOS - 
 GENIAL !!!!
 Idéia para reciclar tampas de pet
Corte logo abaixo do gargalo usando tesoura, estilete ou outro cortador...
cid:1.1149906676@web113612.mail.gq1.yahoo.com
Passe o saco plástico por dentro do gargalo cortado...
cid:2.1149906676@web113612.mail.gq1.yahoo.com
Depois basta fechar com a tampa. 

E pode usar nas embalagens de mantimentos, pães etc.

cid:3.1149906676@web113612.mail.gq1.yahoo.com
Divulguem... nosso planeta agradece!!! 

sexta-feira, setembro 30, 2011

BAGS – Buscando Alternativas Gerando Sustentabilidade






BAGS – Buscando Alternativas Gerando Sustentabilidade estreia dia 04/09/2011 as 19:00 no SESI (vila Xavier)
11-18-25/10 às 15h 
01-08-22-29/11 às 15h 
 O espetáculo, é realizado pelos alunos do Núcleo de Artes Cênicas do SESI em parceria com a Acácia 
( cooperativa coleta seletiva) aborda as questões ambientais, valorizando a figura dos coletores de lixo e conscientizando os alunos do ensino fundamental para as demandas ambientais do planeta. 
É um espetáculos didático e especialmente voltado para o público escolar. 
Após as  apresentações, acontecerão debates sobre o tema sustentabilidade com o biólogo David Teixeira, gestor ambiental da Acácia. 

sábado, setembro 24, 2011

“Estamira” é destaque na 1ª Mica-Ara 23/09/2011

Na noite de quinta-feira (22), o secretário municipal do Meio Ambiente, Genê Catanozi, abriu a sessão do filme “Estamira”, durante a 1ª Mostra Internacional de Cinema de Araraquara (Mica-Ara), realizada no Sesc-Araraquara. O evento é uma realização da Prefeitura de Araraquara – por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em parceria com o Sesc e apoio cultural da EPTV.
 
O secretário lembrou que a Micara é um desmembramento do FICA - Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, realizado anualmente na cidade de Goiás, desde 1999. “Atualmente é o maior festival cinematográfico sobre o meio ambiente do país e tem o patrocínio da ONU. Nossa intenção é continuar com essa parceria e aumentar a nossa mostra em 2012”, revelou.
Helena, que já havia assistido o filme em outra oportunidade, lembrou que existem muitas “Estamiras” espalhadas pelo mundo necessitando de oportunidades.
Para Genê, a Micara é um momento importante para a cidade, já que alerta sobre a preservação ambiental tendo como aliado o recurso áudio-visual. “É necessária uma mudança de atitudes na interação com o meio ambiente, afinal este é um patrimônio básico para a vida humana. A educação tem um papel fundamental no desenvolvimento das pessoas e das sociedades e contar com um recurso tecnológico, como o cinema, para alertar sobre o nosso meio ambiente, é muito importante”.
 
 
O documentário foi premiado em diversos festivais no Brasil e no mundo – no total, 23 estatuetas –, incluindo melhor documentário pelo júri oficial no Festival do Rio, na Mostra de Cinema de São Paulo e o Grande Prêmio do Festival Internacional de Documentário de Marseille.
 
Vale destacar que Estamira morreu neste ano, no dia 28 de julho, com 72 anos. Ela sofria de diabetes e morreu em decorrência de uma infecção generalizada.
 
Animado com o evento, Genê acredita que Araraquara poderia ser a capital do cinema ambiental. “Essa mostra confirma essa tendência, pois o festival está incrível. Por que não sermos a capital do cinema ambiental?”, questionou, afirmando que a próxima edição deve trazer um número maior de filmes. “O futuro é investir no Meio Ambiente, já que o maior problema enfrentado é a conscientização. O Meio Ambiente não aceita muitos teóricos e nem eco-chatos radicais! Temos que aproximar as pessoas nessa luta e este é um trabalho difícil, já que é difícil mudar o comportamento das pessoas. Por isso mesmo, precisamos investir nas pessoas para que o Meio Ambiente seja assegurado”.
 
Entre as várias realizações de sua pasta, o secretário do meio Ambiente lembrou a recuperação de cinco rios da cidade, o plantio de 119 mil árvores, a manutenção das árvores, a coleta seletiva em toda a cidade – entre outros.
 
Sobre o filme “Estamira” – que conta a história de uma senhora que sofre de distúrbios mentais e trabalha no Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, um local que recebe diariamente mais de 8 mil toneladas de lixo da cidade do Rio de Janeiro – Genê disse que é “um filme profundo, que apresenta os valores humanos em primeiro lugar”. O secretário agradeceu a presença de Helena Francisco da Silva, presidente da Acácia - cooperativa que presta serviço de coleta seletiva ao município de Araraquara.


Documentário Lixo Extraordinário motiva catadores da Acácia 22/09/2011

Exibido na primeira Mostra Internacional de Cinema Ambiental de Araraquara (Mica Ara), na quarta (21), no auditório do Sesc, o documentário Lixo Extraordinário com foco no trabalho dos catadores de produtos recicláveis do aterro sanitário do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias RJ, motivou os cooperados da Cooperativa Acácia de Araraquara. 
Segundo a presidente da Acácia, Helena Francisco da Silva, que conheceu de perto o aterro sanitário do Gramacho, antes de iniciar a cooperativa em Araraquara, o documentário valoriza o trabalho dos catadores que separam os produtos recicláveis.  
“Nós ainda começamos na frente deles separando o material recolhido na esteira, e depois por meio da coleta seletiva, enquanto eles trabalham diretamente no aterro procurando os produtos no lixo misturado”.
 
 
Helena lamentou que nem todos os cooperados tiveram a oportunidade de assistir ao filme. “A reciclagem não pode parar. Boa parte dos cooperados trabalhou até às 18h e não teve tempo de ir para casa, tomar banho e pegar o ônibus”.
Os avanços conquistados pela Associação dos Catadores do Aterro Metropolitano do Jardim Gramacho (Acamjg), a partir do trabalho do artista plástico e fotógrafo Vik Muniz e da visibilidade na mídia do líder dos Catadores, o Tião, personagem principal do documentário, também foi comentado por Helena Francisco. “É possível concretizar mudanças, basta a gente querer”.
 
Para o secretário do Meio Ambiente, Genê Catanozi, o documentário prova que proteção ao meio ambiente se faz com ação. “Temos que ter medidas práticas. Tanto os catadores de Gramacho, que é o maior aterro da América Latina como os catadores da Acácia são fundamentais para reduzir o impacto ambiental produzido pelo lixo”.
 
O diretor do Sesc, Paulo Casale, observou que o trabalho da Acácia merece uma reflexão pela sociedade. “Às vezes não percebemos a importância de pequenos materiais que descartarmos e que poderiam ser destinados à coleta seletiva”.
De acordo com o professor universitário Aerovaldo Del’Acqua, o documentário é um incentivo aos cooperados da Acácia no árduo trabalho da reciclagem. “Um exemplo a ser seguido por todos os cooperados”.



 

Pet administraçao


Ajude a Cooperativa Acácia

O PET Administração Pública com apoio de outros grupos da UNESP Araraquara, tem se mobilizado a certo tempo a fim de aprimorar a Cooperativa Acácia de Materiais Recicláveis. Entretanto, no último dia 16 de agosto, a cooperativa sofreu um incêndio, no qual maior parte dos equipamentos(maquinário) e materiais armazenados foram comprometidos, além do espaço físico.
Tal fato, fez com que nós dobrassemos nossos esforços, a fim de reestruturar toda a cooperativa e não só contribuir com ela, mas também com todas as famílias que sobrevivem com o dinheiro da coleta e com a população de Araraquara e região. 

"Talvez você nem imagine que, aproximadamente, 180 famílias sobrevivem dos recursos provenientes da coleta desses materiais recicláveis, e que os cooperantes, pessoas humildes e trabalhadoras, agora, mais do que nunca, precisam da colaboração de toda a comunidade.


É impossível que você permaneça indiferente diante desse quadro, uma vez que os benefícios que a Cooperativa Acácia proporciona são imensos e lhe afetam diretamente: ela promove a preservação ambiental (que garante, aos seus filhos e netos, a existência de um planeta - pense nisso!), gera emprego, renda e promove a inclusão social (lembre-se: a falta de emprego gera violência e promove a insegurança!).


Se você ainda não tomou consciência da necessidade e da responsabilidade sócio-ambiental do processo de reciclagem, ou, se você, por falta de hábito ou por preguiça, não separa o lixo orgânico do material reciclável, mude a si mesmo!"

Estamos promovendo de início uma conscientização da coleta seletiva não só para a sociedade mas para todo o meio-ambiente nas repúblicas de Araraquara para que nós jovens possamos mostrar nossa força e solidariedade em prol de uma causa nobre.


Cooperativa Acácia expõe suas necessidades e Câmara Municipal manifesta apoio.





O Dia Nacional de Mobilização de Luta dos Catadores e Catadoras, comemorado no dia 7 de junho, motivou a presença no plenário da Câmara Municipal, durante a realização da sessão ordinária de terça-feira (08), da presidente da entidade baseada em Araraquara, Cooperativa Acácia de Catadores, Coleta, Triagem e Beneficiamento de Materiais Recicláveis, Helena Francisco da Silva, que durante o tempo reservado para a Tribuna Popular, expressou as suas principais e necessárias reivindicações.
“Há a necessidade – esclareceu Helena Francisco da Silva- que Araraquara tenha um programa de coleta seletiva baseada nos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos e Economia Solidária, que contemple o catador e garanta que organizados em cooperativas e associações possa ser operacionalizado o serviço”. E continua: “É necessário que se estabeleça um Conselho Municipal de Coleta Seletiva, com caráter consultivo e deliberativo para a construção de políticas públicas e ações voltadas para gestão de coleta seletiva para a conclusão social dos catadores e catadoras”.
Entre outras prementes necessidades assinaladas pela presidente da entidade, a necessidade de revisão do contrato de prestação de serviço firmado com o governo municipal (Termo de Contrato 1643) está sendo proposto que se estabeleça metas que valorize o trabalho da entidade, uma vez que segundo afirma a presidente da entidade “quanto mais nós trabalhamos mais somos taxados (repasse ao DAAE de 20% sobre as vendas)”. Outra real necessidade levantada pela presidente é o pedido sobre a doação de uma área destinada à cooperativa Acácia (galpão) e com recursos federais.
Outra clara reivindicação promovida pela entidade durante a participação de Helena Francisco da Silva no encontro de vereadores é a solicitação que assim como o governo municipal isentou a população da taxa do lixo, abrindo mão da receita que era destinada a manutenção do Aterro Municipal, a entidade Acácia deseja ser isentada pelo pagamento de R$ 8 mil mensais para o mesmo fim (pagamento da taxa).
Segundo afirmado em plenário, está sendo solicitada igualmente pela Acácia, a isenção do pagamento da taxa de ISS como incentivo ao desenvolvimento da coleta seletiva, uma vez que nos dias atuais, são gerados 180 postos de trabalho. Em contrapartida, afirmam dirigentes da Acácia, na Câmara Municipal é observada uma grande quantidade de isenções concedidas a empresas que vem para a cidade e contratam apenas a mão de obra qualificada, assinalam.
A dirigente da Acácia (Helena Francisco da Silva) assinalou em seu depoimento, a economia de recursos públicos promovida, pois atualmente todo o lixo destinado à Guatapará tem um custo elevado, e quanto melhor a separação do material reciclável do lixo convencional menos se pagará por este serviço. Lembra ainda a dirigente, que a adesão a políticas estaduais, quando parte da pontuação adquirida para a obtenção do Selo Municipal Verde-Azul é resultado do trabalho realizado pelos catadores que em contrapartida como categoria de trabalho, não tivemos nenhum benefício com essa aquisição, segundo o relatado por Helena Francisco.
A presidente da Acácia tornou público também aos vereadores no encontro de terça-feira, que a entidade aumentou os postos de trabalho. Relatou que na assinatura do contrato com o DAAE em agosto de 2008 o quadro de cooperados era de 100 catadores e atualmente são cerca de 180 postos, equivalente a um acréscimo de 80%. Poucas empresas da cidade fizeram tantas contratações principalmente neste período de crise financeira. Ao terminar seu depoimento, Helena asseverou que “como catadores acreditamos que investimentos em usinas de incineração estão na contra mão da historia da sustentabilidade, pois investir milhões de reais em uma usina verde é desconhecer os efeitos ambientais, havendo soluções muito simples e que há muito tempo estão sendo realizadas em Araraquara”, finalizou.
O vereador Carlos Nascimento, e mais cinco parlamentares, incluindo o presidente da Casa de Leis, vereador Ronaldo Napeloso, após o depoimento da presidente da Acácia, Helena Francisco da Silva, manifestou se favoravelmente às reivindicações da Acácia. O presidente do Legislativo, afirmou que entrará em contato com o prefeito Marcelo Barbieri, enumerando e reivindicando as reais necessidades da entidade.

quinta-feira, setembro 22, 2011

Rainha da Sucata ( Araraquara )



  Helena Francisco da Silva,

 presidente da cooperativa Acácia, já enfrentou muitas batalhas; a maior delas, 

 pela sobrevivência


Por Raquel Santana
Ela tem nome de rainha e já enfrentou batalhas comparáveis à de sua xará de uma certa lenda grega. Helena Francisco da Silva não nasceu em Troia, mas em Ibaté, e em vez de um palácio, vive literalmente do lixo. Presidente da Cooperativa Acácia, ela tem sob sua responsabilidade 180 cooperados, que todos os meses juntam cerca de 400 toneladas de materiais recicláveis para comercialização e subsistência de suas famílias.


Helena chegou a Araraquara em 1963, quando tinha apenas seis anos. Veio acompanhando a família: pai, mãe, oito irmãos e todos os animais da casa. "Meu pai trabalhava na Usina da Sé e foi transferido para a Zanin. Lembro da gente no caminhão com gato, galinha e cachorro. Naquela época, tinha muitos animais na casa", recorda. 


Mudou para nunca mais voltar. "Não troco Araraquara por nenhuma cidade deste mundo", afirma.


Aqui casou, teve cinco filhos e separou-se. Foi após a separação que a vida apertou. Foi despedida da cozinha de um restaurante em pleno Plano Collor e viu-se sem emprego, sem dinheiro, sem marido e com cinco bocas para sustentar. Sem saída, seguiu o conselho de uma amiga e foi para o aterro catar lixo. Ficou 12 anos nesta vida, vivendo do descarte consumista dos mais favorecidos. "Quando acabou o fubá em casa, o jeito foi achar uma alternativa. Criei meus filhos catando lixo, com muito orgulho", afirma.


No começo, a adaptação foi difícil, mas, com o tempo, a necessidade foi unindo as pessoas que trabalhavam junto com ela, a maioria delas mulheres. Nascia então a Cooperativa Acácia. "Juntamos-nos e resolvemos criar a cooperativa", recorda.


O ano era 2001 e a reciclagem já era o pote de ouro de muitas indústrias. Começou com apenas 40 das 60 famílias que trabalhavam no aterro. Com o tempo, o interesse das pessoas foi crescendo e hoje a Acácia tem 180 cooperados, 80% deles do sexo feminino.


Nestes 22 anos, Helena conseguiu criar e educar os filhos Taís, Tatiane, Rafael, Felipe e Almir, com idades entre 20 e 30 anos. Todos já se casaram e lhe deram, ao todo, oito netos. Ela mesma já arrumou outro companheiro, um "namorido", como brinca. 


Hoje mora no Parque São Paulo, na casa que conseguiu erguer com a renda da reciclagem. "Está quase do jeito que eu quero. Só falta acabar a cozinha e comprar alguns eletrodomésticos", conta. 


Finalmente a rainha ergueu seu castelo. "O importante nessa vida é ser feliz", sentencia.
Cicatrizes do corpo e da alma
A maior batalha enfrentada por Helena Francisco da Silva não foi a pobreza e a fome que enfrentou, mas sim sobreviver a um acidente em que teve 80% do seu corpo queimado. Ela tinha apenas oito anos e ao ascender o fogão à lenha para a mãe, que estava de dieta do irmão recém-nascido, o álcool espalhou-se pelo seu corpo provocando queimaduras de terceiro grau. Foi necessário um ano de internação na Santa Casa de Araraquara, muitas cirurgias e enxertos para a sua recuperação.


Apesar de viver esse drama, Helena não se fez de rogada. "Mantive o bom humor o tempo todo, meu quarto vivia cheio, era uma festa", afirma. As marcas pelo corpo jamais a complexaram. "Sofri muito bullying na escola, mas nunca liguei. Gosto de mim, sou vaidosa, não tenho problema nenhum com as cicatrizes", afirma


Quando se acidentou, o médico não deu esperança de sobrevivência para ela. "Já estou no lucro, cheguei até aqui", brinca.


Ironicamente, o fogo voltou a atravessar sua vida recentemente. Na última terça-feira, um incêndio acarretou danos à cooperativa — justo o dia marcado para ela posar para a foto desta edição especial. A foto teve de ser remarcada para Helena ter tempo de acudir seu negócio, mas foi feita. Afinal, a vida continua e ela não desanima nunca.

sexta-feira, setembro 16, 2011

Menos de uma residência a cada dez aderiu ao ‘Lixo Zero’

Por Luiza Pellican

Quando criado, há um ano e meio, expectativa do prefeito Marcelo Barbieri era conseguir 80% de adesão à reciclagem


O programa "Lixo Zero", desenvolvido pelo Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae) desde março do ano passado, ainda não conseguiu envolver os moradores de Araraquara. Dos mais de 70 mil contribuintes cadastrados na autarquia, apenas 6.636 — ou 9,4% — cadastraram-se até julho de 2011, para não pagar mais a Taxa do Lixo por separar materiais recicláveis.

O número de inscritos no programa aumentou 57,77% de um ano para outro — em maio do ano passado, o Daae divulgou que tinha 4.206 cadastrados —, mas ainda está muito longe do propósito do projeto. Na época de sua criação, a intenção era aumentar a reciclagem de lixo e atingir 80% da população.
Em maio de 2010, reciclava-se 250 toneladas de lixo, mas neste ano, houve um aumento de 41,19%, ou seja, chegou-se a 353 toneladas ao mês.

Em nota, a assessoria de imprensa do Daae afirmou considerar a adesão dentro do esperado e declarou ter deixado de arrecadar R$ 180 mil em decorrência dos cadastros.

Além disso, ressaltou que o Daae investe em conscientização ambiental por meio de panfletos e gibis educativos e faz sempre parcerias com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) para estimular a reciclagem de plástico, alumínio, papel e vidro.
O projeto
O programa ‘Lixo Zero’ dá isenção da Taxa de Lixo aos araraquarenses em troca da separação do material reciclável do lixo doméstico. A separação é importante para a Administração Pública também porque a cidade não tem mais aterro sanitário e o lixo produzido por aqui é enviado a Guatapará, com alto custo para o município.
Como aderir
Os interessados em aderir ao programa Lixo Zero deve ir ao Daae para assinar um termo em que assume o compromisso de separar o material reciclável do lixo comum.
Atualmente, os produtos são beneficiados pela Cooperativa Acácia, que recolhe apenas 8% de todo o lixo reciclável produzido na cidade.
R$ 180 mil
Este é o valor que o Daae já deixou de receber de Taxa do Lixo desde a implementação do programa ‘Lixo Zero’, há um ano e meio
Eu conheço
Quando estavam discutindo o projeto na Câmara, ouvi falar sobre o projeto e tive informações de como funcionava, mas não aderi por falta de interesse em ter o desconto.

Apesar disso, separo o lixo diariamente, tendo o cuidado de colocar papel, alumínio e vidro cada qual em uma embalagem. Depois, coloco na rua para ajudar os catadores. É só colocar pela manhã e algumas horas depois não está mais lá. Faço minha parte e, em troca, ajudo os outros.
Vânia Ribeiro Cardoso Davi
(Aposentada)
Eu não conheço
Nunca ouvi falar sobre esse programa ‘Lixo Zero’, mas sempre separo o lixo da minha casa. Coloco tudo em sacolas e deixo na rua.

Às vezes, o pessoal que passa procurando reciclável pega tudo, mas várias vezes já vi lixo separado ir para o caminhão de coleta. Acho uma pena, mas a minha parte eu fiz.

O Daae deveria fazer mais campanhas informativas para esse programa. Faço a minha parte e seria melhor se tivesse o destino certo.
Rosimeire Tomas
(Dona de casa)
41,19%
É o total de aumento de recicláveis processados desde o ano passado. Mas o valor total corresponde apenas a 8% do que a cidade produz.

Análise
Falta investimento no projeto
O projeto "Lixo Zero" é uma grande iniciativa do Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae) para a conscientização da população; porém, a baixa adesão depois de 19 meses mostra uma deficiência no projeto.

Uma das alternativas para facilitar e instigar os araraquarenses a se cadastrarem é ampliar a divulgação do programa e facilitar a inscrição. Uma opção é oferecer inscrição pela internet, assim, os interessados não precisariam sair de casa.

Até entendo que pedindo para o interessado ir ao Daae dá uma impressão de que ele realmente vai se envolver com o projeto e não se inscreveu apenas pela isenção. Mas o contrário também pode muito bem acontecer — como um cadastrado não fazer a seleção.
Além de instigar a população e facilitar o cadastro, é preciso forte fiscalização, de modo intensificado e recorrente. E não podemos esquecer a educação ambiental nas escolas.

Adalberto cunha
(Ambientalista)

quarta-feira, setembro 14, 2011

quarta-feira, agosto 31, 2011

Acácia: cooperados ainda têm dificuldades para trabalhar


Quarta, 31 de Agosto de 2011 às 03h00
Por Luiza Pellicani


O incêndio que acometeu a sede da Cooperativa Acácia, no Parque São Paulo, Zona Leste da cidade, em 18 de agosto, mais do que danificou as instalações da unidade. O incidente comprometeu as condições de trabalho de seus colaboradores e, por conta disso, ao menos 20 pessoas desistiram do trabalho na última semana.

A destruição da esteira e do braço mecânico com o incêndio comprometeu os trabalhos antes realizados na sombra com o apoio do maquinário. "O material coletado ia direto para a esteira e o pessoal só selecionava. A realidade agora é outra", explica a presidente da Acácia, Helena Francisco da Silva.

A Tribuna Impressa esteve no local às 15 horas de ontem e pôde acompanhar o cotidiano dos cooperados. Nesse horário, ao menos cinco colaboradores estavam no sol selecionando os materiais recicláveis e outros oito trabalhavam na sombra.

Os que estavam no sol carregavam bolsas com dezenas de quilos de produtos para entregar aos outros funcionários. "É muito esforço e cansativo, por isso muitas pessoas acabaram desistindo", diz Helena.

Questionada se também desanimou por conta do fogo e da destruição, Helena afirma que não tem essa opção. "Isso aqui não é só o meu ganha-pão. Somos responsáveis por outras famílias e pessoas. Enquanto estiver aqui, vou fazer a cooperativa funcionar."
Conserto
Os equipamentos da Cooperativa Acácia danificados no incêndio do dia 18 de agosto estão passando por reparos, segundo o Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae).

O fogo comprometeu a fiação e os painéis do braço mecânico e uma esteira de transporte de material. O primeiro item estava quebrado desde o dia 16 de julho e o trabalho vinha sendo feito por uma pá carregadeira.

A expectativa do Daae é que o conserto seja concluído nas próximas semanas.
Incêndio nas proximidades levou fumaça para a área da cooperativa
Depois do susto e da tristeza de ver o fogo consumir parte do material coletado e algumas máquinas no dia 18 de agosto, no último domingo os funcionários viram-se diante de uma nova ocorrência de incêndio. Uma área próxima pegou fogo e os bombeiros levaram horas para contê-lo. As labaredas não se aproximaram dos materiais coletados e dos maquinários, mas a fumaça dificultou ainda mais os trabalhos dos cooperados.

De acordo com a presidente da Acácia, Helena Francisco da Silva, muitos colaboradores deixaram seus trabalhos por conta da fumaça. "Nem vimos fogo na segunda-feira, mas tinha muita fumaça saindo das galhadas. Estava complicado respirar e muitos foram liberados."
A céu aberto
Outro problema enfrentado pelo grupo é a preocupação com a chuva. Todo o material coletado pela cidade está à mercê do tempo, em um espaço a céu aberto. "A água danifica papel e papelão coletados. E ninguém compra produto danificado, por isso estamos preocupados e trabalhando a toque de caixa para processar tudo o que tem lá."

sábado, agosto 20, 2011

Prefeito se reúne com cooperados da Acácia 19/08/2011

O prefeito Marcelo Barbieri, o vereador João Farias e o superintendente do Daae, Guilherme Soares se reuniram, nessa sexta-feira (19), com a presidente da Cooperativa Acácia, Helena Francisco da Silva e alguns cooperados para apontar as prioridades após o incêndio que acometeu a cooperativa na manhã de terça-feira (16).
O secretário de Meio Ambiente, Genê Catanozi e o secretário de Governo, Luiz Zaccarelli, também acompanharam a reunião.
Marcelo reforçou o apoio da Prefeitura à cooperativa e junto com Guilherme Soares definiu algumas ações para auxiliar na retomada das atividades da Acácia. Atualmente, segundo Helena, a Acácia tem 197 cooperados.
“Temos que conduzir essa situação com calma e clareza para podermos reverter o cenário que se formou em decorrência do incêndio”, disse o prefeito.
Ficou estabelecido que na próxima terça-feira (23), o Daae irá enviar um caminhão para o transporte do material já triado para a prensa. Além disso, será diagnosticado os prejuízos causados à esteira que recebe todo o material que chega a cooperativa. Para que o trabalho não seja interrompido também será instalada uma tenda para que a triagem possa ser realizada.
“Vamos colaborar para que a Acácia possa retomar suas atividades normalmente o quanto antes”, completou o prefeito.

Contrato
 
Na ocasião, também foram discutidos pontos sobre um novo contrato a ser firmado entre o Daae e a cooperativa. Nesse sentido, Daae e Acácia devem realizar estudos durante o próximo mês para que seja possível discutir reajustes e modificações no contrato.
O prefeito Marcelo afirmou ser importante garantir boas condições de trabalho para os cooperados e sugeriu um adicional de produtividade. Esse modelo já é aplicado em uma cooperativa de São Carlos.
“Atribuir valor à produtividade é uma forma de incentivar o trabalho dos cooperados”, salientou Marcelo.
Também foram discutidas a redução do ISS pago pela Acácia e a concessão de uso de 20 anos da área em que a cooperativa está instalada a ser desmembrada pelo Daae. Esses dois pontos devem ser apresentados como projetos de Lei pela Prefeitura à Câmara Municipal.